A Reforma Tributária deixou de ser uma promessa distante e se tornou a realidade mais urgente para a gestão das transportadoras no Brasil. Com o início dos testes do novo modelo (IBS e CBS) programado para 2026, o ano de 2025 é, indiscutivelmente, o “ano da preparação”.
Para um setor que já opera com margens apertadas e alta complexidade fiscal, ignorar essa mudança não é uma opção; é uma escolha que pode acarretar em ineficiência e riscos. Muitos gestores ainda enxergam a reforma apenas como uma mudança de alíquotas, mas o impacto é muito mais profundo: ela altera a forma como o frete é precificado, creditado e recolhido.
Então a pergunta que você deve ser fazer, não é “se” sua transportadora vai mudar, mas “como” ela sobreviverá à transição.
O fim do pesadelo do ICMS? O que muda na prática no frete
Para o setor de transportes, o maior “inimigo” sempre foi a complexidade do ICMS, com suas 27 legislações diferentes, guerras fiscais e substituições tributárias complexas. A nova proposta simplifica isso ao unificar os tributos sobre o consumo.
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- O que acaba: O ICMS (estadual) e o ISS (municipal) deixam de existir para o frete.
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- O que entra:
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): Unifica ICMS e ISS, com gestão compartilhada entre estados e municípios.
- O que entra:
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- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): Unifica PIS e COFINS em âmbito federal.
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O ponto nevrálgico da mudança é o princípio do destino. A tributação, que hoje é complexa e muitas vezes ocorre na origem (onde a transportadora está), passará a ser cobrada integralmente no destino (onde o consumidor/cliente está). Isso exigirá um nível de rastreabilidade e controle de documentos fiscais que muitas empresas, ainda reféns de planilhas, simplesmente não possuem.
O período de transição (2029-2032): o risco de pagar duas vezes
O maior desafio operacional não será em 2033 (quando a reforma estiver plena), mas durante a longa transição. De 2029 a 2032, os impostos antigos (ICMS/ISS) e os novos (IBS) coexistirão.
Imagine a complexidade para o seu departamento financeiro e fiscal: sua equipe terá que calcular o frete, emitir documentos e recolher impostos nos DOIS sistemas simultaneamente, com alíquotas de um subindo e do outro descendo ano a ano.
O risco de erro humano, pagamento em duplicidade ou autuações por compliance incorreto será gigantesco, e a “ineficiência operacional”, nossa velha inimiga, encontrará um terreno fértil se não for combatida com tecnologia.
A tecnologia deixa de ser opcional e vira sobrevivência
Diante desse cenário, como garantir que sua transportadora não apenas sobreviva, mas prospere? A resposta está na capacidade do seu sistema de gestão.
A adaptação à Reforma Tributária não é uma “atualização de versão”; é uma mudança estrutural no core do negócio. Planilhas de Excel e sistemas legados (softwares antigos) não conseguirão lidar com a complexidade da transição. Por isso, sua transportadora precisará de um sistema que:
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- Esteja 100% em Nuvem: As regras mudarão constantemente. Um sistema 100% web, como o TMS Web Cloud , permite atualizações em tempo real, garantindo que sua operação nunca pare e esteja sempre em conformidade com a última legislação publicada.
- Automatize o Fiscal: A emissão de documentos (CT-e, MDF-e) deverá se adaptar automaticamente às novas regras de cálculo do IBS/CBS. O retrabalho manual será impossível. Enquanto um Módulo de Documentos Eletrônicos robusto e integrado fará essa validação automaticamente.
- Garanta Compliance: O sistema precisa ser o “guardião” das regras fiscais, aplicando as alíquotas corretas de transição para cada ano (2029, 2030, 2031…) sem que sua equipe precise calcular isso manualmente.
Aqui vale um alerta importante sobre antecipação: embora o marco legal para o início dos testes seja 2026, a sua tecnologia deve estar pronta antes. No TMS Web Cloud , por exemplo, nós já realizamos as alterações necessárias no sistema, o que permite que nossos clientes já iniciem testes e validações agora, antecipando-se à obrigatoriedade legal. Entendemos que a lei dita o prazo, mas a segurança da sua operação exige estar um passo à frente.
Conclusão: prepare-se hoje para não parar amanhã
A Reforma Tributária é uma maratona, não uma corrida de 100 metros. Quem deixar para se adaptar em 2026, quando os testes começarem, já estará atrasado.
O momento de “mergulhar” nos seus processos internos, avaliar a capacidade da sua tecnologia atual e buscar um parceiro especialista em TMS que garanta essa transição é agora. 2025 é o ano de arrumar a casa para garantir um futuro com menos burocracia e mais eficiência operacional.
Será que a sua transportadora já está preparada para esse novo cenário fiscal do Brasil?


